quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Pausa no hiato...



Engraçado como sempre tive dificuldade de me comunicar. As minhas palavras nunca ecoaram em alto e bom som.  Eu diria que elas perdiam significado. Ao contrario de quando escritas, assim elas ganhavam definição, forma e até expressão.


E assim fui vivendo. Eu escrevia aquilo que não me era possível falar. A escrita era a melhor forma de expressar o que as minhas cordas vocais tentavam e sempre falhavam.


Mas a partir do dia que o meu corpo decidiu ganhar o mundo, as minhas palavras escritas decidiram “se calar”. E por um 1 ano, 3 meses e 29 dias, eu perdi a minha melhor capacidade de comunicação.
 E como explicar para mim mesma tudo aquilo que estava vivendo? Como colocar pra fora toda a dor e amor que estava sentindo naquele momento? Como pedir perdão para mim e para o mundo já que as palavras pareciam fugir dos meus dedos?


Sim, vivi a pior experiência da minha vida...Queria sentir a necessidade e a vontade de escrever como sentia há tempo atrás, mas isso parece não me pertencer....E assim, sinto esse vazio.

Mas se Deus não te dá o dom, a vida lhe permite a pratica. E a partir de hoje quero obrigar as palavras a seguir os caminhos que levam aos meus dedos. Permitir que elas carreguem todos os meus sentimentos e que os mesmos sejam postos para fora...afinal, armazenar tantos sentimentos tem me levado ao auge da fadiga mental.



segunda-feira, 21 de abril de 2014

#partiuplayboy

Para falar de hoje, preciso voltar a 10 anos atrás.  Para que a narrativa fique menos sofrida, decidi escrever para a Flávia de 17 anos.


É menina, quem diria... sabe tudo o que você planejou, todo o futuro que você idealizou? Sim, ele é completamente diferente.

Logo você que desejou viver a eterna solteirice e acreditou que a vida seria muito melhor com uma dose pura de vodka, você errou. Mal sabia que um problema de estômago lhe afastaria da sua bebida predileta. Sobre a solteirice? Ela terminaria através de uma ligação, de um encontro e de uma amizade que dominaria a sua vida.

Mas ele é legal,  nunca se encaixou no modelo que você criou e nunca encaixará, cometerá os erros que você mais condena, mas algo nele sempre despertará um sentimento que você nunca saberá explicar.
Com ele você viajará, correrá de cachorros raivosos, sofrerá sua única tentativa de assalto, perderá noites, ligará 100 vezes, jogará as melhores partidas de videogame, não terá medo de nada e descobrirá que um ombro amigo é a solução de todos os seus problemas. 

Quando a vida lhe tirar uma pessoa importante, ele estará lá e lhe dirá que não pode te dizer mais nada e mesmo assim você ficará menos triste. 

Mas ele mentirá, lhe magoará, fará você sofrer como ninguém fez e mesmo assim você fará o que não entende. E sim, a sua amizade não será mais a mesma. Será mais uma vez diferente.

Mesmo com tanta dor e com tanto amor, a vida finalmente fará o que parece impossível, por tempo indeterminado,  vocês não ficarão mais juntos. Separados por um estado, por 1.640 km...separados.

Vocês  mal sabem mas a distância será ainda maior, por um oceano, por um ano e como não temer que seja por uma vida.

A esse gordo você deverá os seus melhores momentos.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ahhhhh, os egocêntricos




Pessoas egocêntricas precisam de desculpas para falar de coisas que nunca diriam em voz alta. Mas tenha certeza, o vento levará cada palavra e a seu ver nada terá sido dito.
Prazer, você conheceu mais um ser egocêntrico.

Esse ser egocêntrico precisa da tempestade para esbravejar, de culpados para culpar até perceber que ele é sempre o vilão da história.

Depois do ódio, a verdade, da verdade a redenção. E o tal perdão? O perdão nunca é pensado no outro, ele é pensado na paz de espirito que o tal egocêntrico precisa sentir. Egocêntricos não pedem perdão, eles se perdoam. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Meu tudooooooo.


Quando o egoísmo precisa ir embora e o altruísmo precisa ficar. Quando se teme o medo e aceita a verdade. Quando a sua ausência é sinônimo de presença. Quando amo. E quando a saudade vira o principal tema da conversa.

Nunca disse que não seria dramática. Mas nos últimos 10 anos você foi tão meu que tá difícil aceitar o contrário.

Mas  vá lá, vá! Porque estou aqui torcendo por você, assistindo a sua vitória, sonhando com os  convites ao cinema, vibrando com cada novidade da sua viagem, sonhando com o nosso próximo encontro.

Te amoooooo e fico feliz quando percebo que minha previsão de 10 anos atrás demorou, mas aconteceu. Você não é qualquer pessoa, não seria qualquer profissional, você será o melhor entre nós e será o melhor exemplo que terei a seguir.



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Quem é você?

Quem é você?
Resultado de quem te apontou?
Um pouco do que a vida criou?
Ou mais um personagem criado?
Você está certo ou errado?
Afinal, Quem é você?

Em 2013, as definições são tão temporárias,
Mudam com  as roupas, com os segundos
Mudam quando a gente decide ser outra pessoa.
Mudam quando as pessoas não aceitam quem somos.
E mais uma vez, quem é você?

Eu sou gay!
Sou ateu, já criei até personagens judeus.
Sou hetero,
Me chamam de gay, mas as vezes nem eu sei.
Sou negro, mas prefiro que me chamem de moreno
Afinal, dói menos do que assumir quem sou
Me vejo branco, mas ajo como todo malandro
E quando chega a noite ainda não sei definir quem sou.

E aí, decidiu? Quem você será?
Serei liberdade
Fruto da minha vontade
Serei o ato de permitir
Serei força e a mais pura coragem.

Serei eu!

domingo, 28 de julho de 2013

Do informativo ao provocativo


Pode parecer informação, mas me parece provocação.
Poderia ajudar, mas o intuito foi provocar questionamento.
E provocou!
Não enquanto a atitude dos outros. E sim, nas suas boas intenções.
Não tenho mais 12 anos. Aprendi a conhecer as pessoas, a questionar as informações e encontrar a maldade nas vozes mais doces.

E sim, não vi informação. 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Deus é tudo menos besta

Passei alguns dias tentando entender porque Deus seria capaz de nos separar das pessoas que amamos.  E foi aí que percebi toda a sua genialidade. A cada vida que vivemos, ele nos faz reencontrar pessoas maravilhosas, e a longo dessas vidas, nos as encontramos, reconhecemos, amamos e, infelizmente, as perdemos. Afinal, o auge do amor é no momento da perda.

E perder um amor de 26 anos só dói menos porque sei que na próxima encarnação terei o prazer de reconhecê-la.

Não sei a primeira vez que a vi, nunca lembrarei, mas nunca esquecerei da última. Sei que olhava pra mim, mas não sei se me via. Sei que disse mais uma vez que a amava, ela apenas me disse poucas palavras que deduzo que foram uma bença. Sei que não fui a melhor pessoa pra ela, mas sei que ela foi a melhor pessoa que poderia ser pra mim.


Sei que ela não está mais me esperando, que não terei mais fogueira de São João e que nunca mais receberei ligações de aniversário. Sei que outubro será o mês mais vazio da minha vida. Sei que agora viverei um vazio, um vazio que nessa vida não será mais preenchido. Sei que a saudade dói, mas também sei que não tem mais volta. E isso dói mais. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Tempos difíceis nos fazem reviver momentos especiais.

Nunca atenda ao telefone às 6 da manhã. Eu quis que Fernanda não atendesse, eu quis que ele não tocasse, mas ele tocou.

Tocou para que a gente lembrasse que a vida é um ciclo,  que os maiores amores  tem começo, meio e fim, mesmo que o começo não me pareça claro ou que possa lembrar dele.

Mas o melhor desse amor, não é o seu começo ou seu fim, é relembrar o seu meio, seus detalhes, seus pontos  positivos e até nos atentar para as frustrações.

Aquele sofá não terá mais o velho Bené. A sua venda está congelada na minha infância. Do dia que comi muito “nego bom” e depois iniciei um pavor insuportável por esse doce. E foi nessa venda que tive que conviver com restos mortais de porcos, afinal ele era o mestre de matar os pobres bichinhos. Do torresmo e das balas que ele nos oferecia e a minha mãe nem poderia imaginar, afinal deveriam ser vendidas e não dadas. Meu pai não gritará mais “Benedito, meu sogro” . Aquele óculos grande não terá mais um dono. E ele não reclamará mais dos atrasos, afinal para ele horário marcado era o limite de qualquer compromisso, se atrasou não tem mais compromisso. E nunca mais um dia quente será igual, pois o velho Bené não vai reclamar de tanto calor.

O velho Bené se foi, mas antes disso ele fez muito pelos desconhecidos, matou a fome e a sede deles. E fico feliz em ver tanta gente se despedindo e falando  como ele foi bom com aquelas pessoas. Mas o seu maior ato foi ir atrás da tal Florice e com ela criar essa família Rosa, a qual fico feliz em pertencer. 




sábado, 15 de junho de 2013

Sozinho faço apenas conteúdo.

Desafio do Itsnoon, texto de Flávia e mais um trocado pro meu porquinho. 


"Sozinho faço conteúdo.
Em conjunto faço arte.
Eu um quarto escuro, sou apenas eu.
Ao lado de vocês, sou muito mais.

Quando não canto apenas para mim, tenho plateia.
Quando não guardo meus pensamentos no canto escuro do meu cérebro,  me torno pensante.
Quando discuto, fico mais inteligente.
Quando encaro os meus medos, sou cada mais corajoso.
Quando o meu conteúdo vira arte, eu sei que não estou mais sozinho."

domingo, 17 de março de 2013

As meias verdades de pura mentira



Minta muito por muitos anos,
Minta tanto a ponto de sua mentira torna-se a sua verdade
Minta para que todos acreditem,
Faça todos acreditarem na sua verdade, que na verdade, é a sua mentira
Diga a tal mentira de manhâ, a tarde, a noite, e as vezes de madrugada.

Em 1 ano, a sua mentira será menos mentirosa
Em 2, se tornará meia verdade
Em 3, pura verdade
Em 4, apenas verdade
Em 5, você esqueceu que aquilo já foi uma mentira
Em 6, é hora de confrontar a sua mentira , você reconhece que mentiu pra você e pro mundo
A verdade doí tanto que você volta a mentir de novo.
Mais 1 ano, mais 2 e a sua mentira volta a ser pura verdade.

Eis que o confronto entre a sua mentira com a sua verdade acontece novamente e mais uma vez você escolhe compartilhar isso tudo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Salve, homem salve.

Há tempos as palavras não vinham, o cérebro não funcionava. Mas hoje veio um desafio da Itsnoon, a máquina voltou a funcionar.
Pode ser pesado, denso, mas foi a melhor coisa que escrevi nos últimos dias. E isso me fez muito bem.



"Havia um homem no meio do caminho,
No meio do caminho havia um homem.
Sem nome, sem coragem. Esse era o tal homem.

Eu também estava no caminho,
Tinha nome, mas não tive coragem. Me senti tão ninguém quanto aquele homem.

Ele tinha dor,  tristeza, mas continuava a seguir o caminho.
Eu tinha dinheiro, momentos alegres e acreditava fazer o meu próprio caminho.
Por isso, desviar daquele homem não era mais uma questão de sorte.

No caminho dele havia dores, no meu, lamentos.
Ele sentia fome, eu apenas selecionava o que comer.
Ele aprendeu a ser feliz na solidão, eu preferia morrer a ser solitário.
Ele disse adeus à sanidade, eu tentava me manter lúcido diante daquele quadro.

Ele poderia ser eu no futuro, eu poderia ter sido ele no passado.
Naquele momento, eu preferi dar algumas moedas aquele homem e fingir que tudo estava bem."



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Arte em orelhões - Call Parade


Com a chegada dos celulares você se pergunta: “Para que servem os orelhões?” Uns acham que é só enfeite, outras até utilizam e muitos o degradam.

Há muito tempo atrás, nos anos 80, a TELESP lançou um comercial que fez do orelhão um protagonista de uma triste realidade. No comercial “Morte do Orelhão”, a TELESP mostrou como as pessoas destruíam um aparelho tão imporante. 


No entanto, o orelhão nem sempre foi o mesmo, ele passou de ficha para cartão, mudou de cor, mudou a marca e até mudou a forma de fazer ligação, mas mesmo assim, tornou-se um figurante com a chegada do celular.

Para manifestar a importância do Orelhão foi criado o Call Parade. No Call Parede, artistas foram convidados a imprimir suas artes em orelhões públicos, sim, 100 orelhões públicos sofreram intervenções artísticas.
Infelizmente essa exposição só acontecerá nas ruas de São Paulo (óhhh), mas algo me diz, que Salvador (um dia) contará com algo tão genial
Olha que fofuras:
Menina do Capuz - Alexandre Trupp
Hello Disco - Emiliakemi

O que você tem na cabeça? - Carla Pires
Vivo Conectado - Juarez Fagundes 
Veja mais Orelhões da Call Parade

segunda-feira, 9 de abril de 2012

um plano



Pare e canse,
Canse de reclamar
Canse de culpar os outros pelos seus erros
Canse de tentar provar a sua importância
Canse de pedir provas
O amor não é provado, ele é vivido e consumado a cada segundo.

Pare e comece,
Comece a buscar o que te faz bem
Comece a fazer novos amigos
Comece a pedir desculpas,
Todos nós erramos. Sim, eu também erro!

Parando...cansando...começando. Sim, esse é  o caminho da felicidade!

domingo, 6 de novembro de 2011

Hoje é dia de moda, bebê!

Você conhece um bazar?  O termo bazar significa “o lugar dos preços”, mas foi indo a um bazar que eu entendi o seu real significado.

Sábado de manhã, paro na frente de um prédio antigo, seguranças e milhares de mulheres entrando e saindo. Antes do portão, o caos da Cidade Baixa, depois do portão, mulheres enlouquecidas querendo consumir.

Ao entrar no prédio antigo, percebo que estou em um galpão, centenas de mulheres, milhares de cabides vazios e sacolas cheias de roupas que nunca dariam na suposta dona. Meu lado excêntrico não me permite ser uma garimpeira de bazar, mas descobri que sou uma ótima carregadora de sacolas e porta trecos. Voltando ao galpão, mulheres pegam inúmeras peças e “tacam”  na sacola, de repente, despejam roupas no chão , ficam seminuas e agora vestem, “desvestem” vestem de novo, elas não tem vergonha dos seguranças (homens visivelmente constrangidos com aquela situação), porque  o foco é gastar pouco e não bancar a pudica.
A arte de participar de um bazar
No primeiro momento essas mulheres são inimigas, elas correm e brigam pela roupa do cabide, elas cobiçam o vestido que a outra está usando e desejam que o vestido fique apertado. O segundo sentimento é de aproximidade, um pouco de afeto e ela comenta “se você não gostar da roupa, você pode me dar, ok?, enquanto isso ela continua rezando que nenhuma roupa caiba em sua mais nova amiga. A próxima fase tem a ver com o objeto de desejo, se o vestido deu, as demais mulheres morrem de raiva e a dona do vestido coloca no saco e o segura com todo amor; mas se o vestido não dá, ele é simplesmente jogado no chão e mulheres enlouquecidas brigam por mais um produto disponível.
O campo de batalha, preparado?
A mulher quando não está rodeada de amigas, está com o namorado, certo? Alguns (5) namorados estavam nesse galpão acompanhando suas namoradas, mas talvez assustados com a quantidade de mulheres seminuas naquele local, eu ouvi frases como “eu achei que isso aqui seria um saco, mas nunca pensei que seria tão fácil ver mulher nua”. E mais uma vez, as mulheres não ligam por tamanha exposição, elas queriam comprar.


Resultado? Eu comprei 3 peças, paguei um valor ínfimo e fiquei completamente feliz! Eu atravessei a barreira da minha excentricidade, ri muito, me impressionei com o egoísmo das pessoas, vi pessoas comprando vestidos rasgados, desfilando sem roupa em frente a outras tantas pessoas desconhecidas, eu acho que vi a felicidade nos olhos daquelas loucas!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

7 anos...

 E quando penso que foi ontem, quando me lembro da sua voz que ainda não tinha um rosto, do seu sorriso que parecia tão imperfeito, de fato você não era igual aos outros, mas eu só queria que fosse. E quando lembro que eu queria ser tudo, mas ainda me sentia um nada, que meu salto alto ainda perdia espaço por um bom e velho all star cano alto, quando minha saia que deveria ficar na cintura estava quase na coxa, que minha blusa do “porra”ou do legião eram os meus uniformes, quando eu lembro que eu queria ser os outros mas continuava sendo a mesma...

 Quando eu lembro do dia que pensei que ainda era sozinha, dos dias que você tropeçava e de fato não caia, das acarajés em Cira,dos passeios na orla, das crises de risos, das analises que fazíamos das prostitutas, das idas as lan houses, dos tiros trocados em CS, sim eu já morri de faca! Depois desse dia, eu não estava mais sozinha, eu era egoísta, seu sofrimento era prova de amor e assim a minha alegria.

 Os anos passam e a gente aprende que não basta alguém do lado, não basta amor, paixão. Basta ter um pouquinho de tudo isso, basta ser AMIGO, a amizade une, provoca o perdão, ativa a vontade de estar com o outro, faz rir e chorar junto, faz dizer que listrado com quadriculado não rola, faz desbravar Morro de São Paulo, procurar um hotel as 9 horas da noite em Imbassai, ajuda a perdoar quem fez seu PC voar, ajuda a entender  que seu cel esta todo quebrado no chão ou que seu Iphone mergulhou...e sim não foi de propósito!

 Há 6 meses esse mundo perfeito acabou, as verdades pareciam mentiras, a saudade foi dando lugar a distância, as juras tornaram-se ofensas, enfim  “o pra sempre, sempre acaba!”. Mas aí vem essa tal de amizade, ela nos faz ver que nem tudo o que a gente pensa é verdade, nos faz avaliar o lado do outro e o egoísmo nos faz olhar o nosso lado.Enfim, 6 meses depois eu aprendi a repensar, a entender e a transformar as minhas atitudes, hoje nada me parece tão certo, com muito sentido ou precisa de previsões minhas, suas ou muito menos dos outros, Hoje, eu preciso de você e não me interessa recriar ou sonhar com um futuro, hoje eu preciso de você e amanhã sempre será outro dia

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Só uma questão de fazer questão

Às vezes precisamos chorar, gritar, lavar a alma! Eu sempre senti a necessidade de explodir, de dizer que não gostei, de assumir o que falei ou o que me induziram a falar, nunca tive medo de gritar, de brigar ou de dizer que tudo acabou, eu sempre tive medo de chorar!

Uma frase nem sempre tem um determinado receptor, mas ninguém vai me pergunta se ele existe ou não.Uma briga nem sempre tem uma única versão, ninguém de fato precisa ser o vilão, mas chega uma hora que você cansa de tentar provar o que é, enfim “eu me tornei o vilão”.

Tudo pode ser tema para o meu grande dramalhão, meu medo pode ser mais real do que essa tal realidade, mas chega uma hora que não posso ter tanta coragem, que a minha pena toma conta, que visto minha roupa de vitima e agora qualquer soluço faz parte do meu figurino.

Nada é questão de orgulho, as vezes uma briga é apenas um mal entendido, as influências externas alimentam uma pequena fúria interna, mas em alguns casos as influências externas só querem trazer e trazem a paz nessas terras tão distantes e quem as conhece, tão frias.

Não estou falando de agora, não estou falando de hoje, eu estou falando o que me pediram ao longo do tempo para não falar, eu não posso mais me calar! Eu não vou me calar, eu não vou me torturar, eu não vou mais chorar por pessoas que nunca tiveram coragem de me perguntar “o que aconteceu?”, onde vocês estavam enquanto tudo isso acontecia, onde vocês estavam quando eu tive medo, onde vocês estavam quando estavam felizes, onde vocês Estevam. Por onde eu estive?

domingo, 15 de maio de 2011

Desconstruindo a construção do Príncipe encantado.


  Toda menina tem overdose de contos de fadas, quando adolescente sofre mais uma overdose de novelinhas juvenis “amar o garotinho que te ama, mas o garotinho sempre desliza ao encontrar uma gostosona no meio do caminho, mas ele te ama”, na idade adulta vem a overdose de realidade com o excesso de drama “eu sou solteira, nenhum homem presta, então eu não vou prestar”, mas ela se engana, ela foi educada para prestar e amar como a melhor das servas.


Principe dos meus sonhos - filme "De repente 30"
  Mas ao atingir a fase que o príncipe deixa ser encantado para ser mais um homem com todo o seu defeito, a menina se perguntar “Perdoar o príncipe e continuar vivendo no seu reino utópico ou buscar um novo príncipe?” Por mais que o seu príncipe ainda tenha os trejeitos de um verdadeiro príncipe, o seu medo provoca uma seqüência de sensações de fracasso e insegurança que inviabilizam as obras do seu mundo ideal, enfim ele desmoronou e só você não consegue enxergar.

Principe dos meus sonhos -
filme "As Patricinhas de Beverly Hills
  Mas como toda princesa, você é destemida e decide desbravar novos reinos. “Let´s go em busca do príncipe perfeito” , ele precisa ser bonito, precisa ser carinhoso, precisa gostar de cinema, fotografia,gostar de rock mas não pode ser inflexível, precisa ter bom humor, ter paciência matinal, mas deve gostar da sua família, ser amigo dos seus amigos , comprar a sua briga e não precisa ser justo quando você estiver errada. Talvez você tenha a sorte de encontrar uma pessoa que apenas seja bonita, talvez você encontre o amigo dos seus amigos, talvez seja mais um membro da sua família, mas talvez ele apenas te faça feliz!

  Talvez você ou qualquer um dos seus príncipes não saiba que por mais trivial que pareça “basta fazer alguém feliz”, basta ter mais amor que projeção, não ter medo e apostar nas suas escolhas mesmo que o mundo seja contra elas, talvez a gente não precise ter apenas um príncipe, talvez tenhamos que passar por vários até encontrar o nosso. E se todo príncipe é igual? “Todo mundo é igual?” é a melhor resposta.



 Para continuar essa busca, eu acredito que essa tal princesa esteja optando por desconstruir

o tal príncipe, o tal reino, o tal cavalo branco e as tais armas que uma dia ela construiu.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Hoje é dia de Domenico




                                                Formatura de Iane - Povo do Isba
Lucas,

  Eu me lembro daquele Domi, o Domi que todo dia tinha um novo celular, que mostrava seu novo tênis e sempre questionava a sua bermuda (que não podia ser questionada por mais ninguém), que todo dia determinava o local que passaríamos o intervalo, mas selecionava algumas pessoas para fazer um micro passeio com ele,lembro da primeira aula de história do segundo ano e lembro que a professora disse que nunca mais (naquele ano) sentaríamos juntos, lembro de ver você Luizão e Iane rindo sempre e para sempre, lembro de passar o intervalo bebendo na praia de Ondina, de visitar o Ondina Tower, de você repetir mil vez o que achou da primeira vez que me viu e falar “você tinha cara de jegue”, de filarmos aula para estudar mais, mas nunca estudávamos mais!
  
Cortejo Afro com Pretta Gil

  Mas aí surge essa tal de Lucas, que particularmente eu ainda não o entendo e o aceito, eu prefiro aceitar sempre esse Domi. Mas Lucas tem o melhor de Domi, ele foi ficando cada vez mais ácido, critico, inteligente, pensando cada vez mais rápido e quando você acha que pode alcançá-lo, ele se mostra mais inteligente e safo. Com esse Lucas, eu não tinha mais o laço do ISBA, mas eu fui encontrando Domi nos menores detalhes dele e aí vieram as noitadas, as baladas e todo fim de semana fazíamos o nosso encontro, com os seus membros mais importantes, alguns convidados e os recém-chegados e os papeis foram se definindo, a vida foi se moldando, as obrigações, os deveres, o orgulho e um tanto de coisas fizeram provar que a vida não é só balada, não se tem amigos só de balada, mas o Domi sempre saberia disso, mas talvez o Lucas não soubesse.
  E nesse ataque de auto-suficiência e 
orgulho eu não me encaixava nesse tal mundo, mas eis que surge outra grande característica de Domi em Lucas, ele aprendeu ou demonstrou que as amizades vão alem de tudo e eu consegui perceber como preciso desse tal de Lucas e como Domi não estava perdido ou escondido atrás desse personagem.
  Eu precisei/preciso dar voltas, das cabeçadas na parede um tanto mais de torturas para poder falar que nesses 8 anos (Meu Deus são 8 anos) se manter amigos sem ter um laço que nos ligue, nos encontrar e ter outros assuntos além da escola, brigar da mesma forma que fazemos as pazes, ser um camaleão e reinventar a nossa amizade não é uma atitude para poucos, mas sim para esse tal de Lucas/Domi porque se até hoje nossa amizade existe, o mérito é mais seu do que meu, pois é você que me liga, você que não briga, você que não liga para o que acho, você que está sempre ao meu lado.
  E para variar eu disse um monte de coisa sem dizer porcaria nenhuma, mas saiba que eu te amo!

domingo, 27 de março de 2011

Projete-me,aceite-me!

(A minha real projeção psicológica me remete essa foto de Bresson: uma pessoa fora dos padrões, psicologicamente incompreendida, talvez uma aspirante a situações cults, um toque dos anos 70, o ar blasé de um bom café, a necessidade do velho e charmoso cigarro)

  Eu ainda me perco no que prometi ser e no que sou, me perco em historias de amor que não me pertencem, na psicologia barata, no excessivo desgaste físico sem trabalho algum e no dramalhão mexicano que te envolvi.

  Eu me auto graduei nessa psicologia de boteco, nesses conselhos baratos, na subjetividade da sua mente mais que humana e você como um desolado, você escuta, acredita, age! As minhas intenções são sempre as melhores e nessa utopia de ser o Freud do século XXI, eu aposto que todo esse desgaste mental seja mais um caminho em busca dessa tal felicidade.

  Eu me projetei além do alcance dos meus olhos, mas sempre andei frente a frente aos meus passos, mas como ir tão além? A minha palavra propaga a imagem que você sempre projetou, eu não sou e nunca serei nada além dessa tal de projeção. E quem errou?

  Projeções não mudam, não evoluem, não tem medo, não tem coragem, projeções são apenas projeções! Eu também tenho as minhas, você foi a pior das minhas. Seus erros destroem os meus sonhos, seus acertos alimentam a minha fonte de mais projeções e no final das contas você não passa de uma mentira, não passa de mais uma projeção.

  E mais uma vez, um bom leitor sabe que nada tem sentido, mais uma vez não existe o leitor, não existe sequência, lógica, apenas existe uma imagem criada de uma mentira mal contada por alguém que ninguém sabe quem é.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Pá" de tempo!

                                                                         (Bresson)

Eu gostaria de entender esse historia de construir o meu mundo, enfrentar meus medos, ter meus anseios, matar meus monstros, reconstruir meus heróis e de ser eu mesma.


São metas? Objetivos? Aspirações? Ou uma maneira de ter no que me prender, uma maneira de acordar todo dia de manhã e enfrentar a mesma rotina, os mesmos dilemas e sentir a mesma angustia sem jogar tudo pra cima.

Todos me dizem que o tempo me trará calma para entender todo esse processo, mas eu odeio o tempo, odeio esperar, eu quero ter certeza...e agora??? O meu hoje é o meu primeiro degrau para o meu amanhã, tudo é um processo, tudo é incerto, tudo faz parte do tempo que não quero perder ou esperar.

E a minha ansiedade me faz esquecer que o previsel é um tanto quanto “broxante”. Talvez essa minha ansiedade seja previsel d+, talvez toda e qualquer crise minha seja previsel.

Eu hoje quero a minha dose de paciência, seguida de uma dose de consciência para que o meu hoje seja a base do meu amanhã, que o pouco que faço hoje me dê um “muito” para o meu amanhã.



E agora??? Agora o tempo dirá!